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COMUNICADO

O Sindicato das Industrias Elétricas do Sul e Ilhas (SIESI), contando com o apoio e solidariedade do Partido Comunista de Moura, organizou no passado domingo, uma manifestação junto à Câmara Municipal de Moura, e uma paralisação dos trabalhadores na Moura Fábrica Solar, em sinal de protesto pela implementação de turnos de 12 horas naquela unidade fabril.
 
 

Cientes da gravidade da postura da organização sindical, e da estrutura de Moura do Partido Comunista, o Presidente da União de Freguesias e o Vereador da Câmara Municipal de Moura, António Gomes, foram recebidos esta manhã por responsáveis da Moura Fábrica Solar (MFS), de forma a perceber os contornos destas ações de protesto, e as suas implicações no presente e futuro desta unidade fabril.

Após a realização da reunião, o Executivo da União de Freguesias de Moura e Santo Amador, torna pública a seguinte posição face aos factos apresentados:

1- Não se contesta, e está legitimado na Lei, o direito das pessoas  defenderem os seus interesses laborais recorrendo à greve, ou manifestarem as suas posições publicamente, na defesa dos seus direitos, consideremo-los de maior o menor legitimidade;
2- Estranha-se, muito, que o Partido Comunista, que tem defendido o projeto do fotovoltaico em Moura (muitas vezes com meias verdades), no qual se inclui a Moura Fábrica Solar, dê agora a cara por um movimento em nosso entender injusto e desestabilizador, que pode colocar em causa o futuro da Moura Fábrica Solar, e os cerca de 120 postos de trabalho ali existentes;
3- Estranha-se também, que o Sindicato das Industrias Elétricas do Sul e Ilhas (SIESI), quando consultado para o efeito, não se tenha pronunciado sobre a proposta de implementação de turnos de 12 horas na Fábrica, e procure agora contestar uma medida sobre a qual se remeteu ao silêncio;
4- Estranha-se o silêncio do Presidente da Câmara Municipal de Moura sobre este ataque à estabilidade de uma empresa que se encontra, agora, a dar passos seguros num mercado tão competitivo como o fotovoltaico;

Às iniciativas de desestabilização promovidas pelo SIESI, apoiadas pelo Partido Comunista, os trabalhadores da Moura Fábrica Solar responderam com dedicação aos seus postos de trabalho, e ausência à manifestação programada para a manhã do passado Domingo, o que evidencia uma desadequação daquelas acções relativamente aos interesses dos trabalhadores.

O trabalho sindical é importante mas só é eficaz quando vai ao encontro das expetativas dos trabalhadores e não resulta em danos que podem ser fatais para as empresas, como é este o caso.

A União de Freguesias de Moura e Santo Amador, torna pública a sua solidariedade para com os trabalhadores e administração da Moura Fábrica Solar, e apela ao compromisso de todos para que em diálogo, os investimentos previstos se venham a realizar, aumentando categoricamente a competitividade da empresa, solidifique os atuais 120 postos de trabalho, e promova condições para a criação de mais postos de trabalho, desta que é o maior empregador privado do Concelho de Moura.

Moura, 15 de Junho de 2015.

Pl’O Executivo da U.F.M.S.A.
Álvaro Azedo




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